Tarefas realizadas:
- Análise dos dois mapas conceptuais já elaborados.
- Construção do mapa conceptual global.
- Selecção das dimensões e dos critérios a privilegiar para a análise de recursos para QI (ver aqui).
Para a próxima aula (27 de Maio) o mapa conceptual global deve ficar concluído. Deve-se também continuar a completar e a analisar a tabela dos critérios para a análise de recursos para QI.
Neste momento o mapa conceptual encontra-se assim:
Olá pessoal!
O nosso grupo fez o Mapa Conceptual baseado nos seguintes objectivos:
- Critérios e Indicadores
- Técnicas e instrumentos a utilizar na recolha de dados
- Tratamento e análise dos dados recolhidos
- Conclusões
A parte das conclusões ainda não está completa, uma vez que devem estar de acordo com todos os objectivos. Assim aguardamos o vosso mapa de conceitos, para podermos em conjunto proceder às conclusões.
Bom trabalho!
Este artigo apresenta um instrumento para avaliar a qualidade de um software educativo de Matemática, estabelecendo alguns critérios que ajudam o professor na tomada de decisão. Critérios esses, que na minha opinião se podem generalizar não só para a matemática mas para outras disciplinas.
Segundo Saraiva(1998) um software educativo deve ser escolhido criteriosamente para cumprir os objectivos e actividades propostas para a aula. Para que isso aconteça não basta ao professor saber utilizar um computador, mas sim saber as vantagens de utilização destas ferramentas na organização do pensamento e sociabilização do aluno [Pinto 1999].
Um factor importante para a adequada exploração de tais recursos é que a escola tome consciência de que a informática não pode ficar restrita a um “responsável pelo laboratório”, mas faça parte das disciplinas, numa abordagem interdisciplinar, fornecendo condições para sua efectiva utilização por parte dos professores e alunos [Lopes, Pinto and Veloso 1998].
O artigo chama ainda a atenção para a necessidade do software educativo permitir ao aluno explorá-lo e não ser do tipo “exercício e prática”, que pode ser interessante em situações de reforço da aprendizagem, mas que são limitativos da evolução do aluno.
Um Produto de Software é definido pela norma ISO/IEC 9126-1 [ISO9126-1 1997] como "uma entidade de software disponível para ser usada pelo utilizador" e, Qualidade de Software é definida como "a totalidade das características de um produto de software que lhe confere a capacidade de satisfazer necessidades explícitas e implícitas".
As características de funcionalidade, usabilidade, confiabilidade, eficiência, manutenibilidade e portabilidade foram estabelecidas pela Norma ISO/IEC 9126, publicada em 1991, sendo este o conjunto de atributos que permite avaliar e descrever a qualidade de um produto de software genérico [Tsukumo 1997].
Segundo Gladcheff (2001) são abordadas cinco modalidades distintas de software educativo (tutorial, simulação, sistema hipermédia, exercício e prática, jogo pedagógico). O artigo aqui exposto dedica-se apenas ao estudo da última modalidade.
Assim sendo apresentam-se resumidamente os aspectos a serem verificados em software educativo de Matemática:
-Aspectos Técnicos
Documentação/Manual do utilizador (Impresso ou on-line)
Software
-Aspectos Pedagógicos Gerais
O professor/educador deverá observar:
Quanto aos objectivos
Quanto à usabilidade
Quanto aos conceitos
Praticabilidade
-Aspectos a serem verificados no software educativo de Matemática do tipo jogo pedagógico
Objectivo Educativo / Vocabulário / Conceitos Matemáticos
Conteúdo
Usabilidade
Interactividade
Desafio
Aspectos Lúdicos
Aspectos Psicopedagógicos
Feedback
Desempenho do aluno
Exercícios
Apresentação de problemas
Referências:
Gladcheff, Zuffi, Dilma Silva (2001). Um Instrumento para Avaliação da Qualidade de Softwares Educacionais de Matemática para o Ensino Fundamental.
In: http://www.webgincana.com.br/HotSites/CT
Os autores Hall e Martin, (1999, p. 189) referem que os critérios são necessários para orientar os professores na selecção de software (Khalifa et al, 2000).
Khalifa et al (2000) mencionam que a selecção de software para uso em sala de aula deve ser orientada pelas necessidades de aprendizagem dos alunos. O software deve tornar a aprendizagem mais fácil, fornecendo ajuda adequada, clara instrução, feedback útil e opção de correcção dos erros.
Para estes autores o software deve apresentar as seguintes características gerais:
- Facilidade de uso
- Direccionado e adaptado às características das crianças.
- Educacional
- Divertido
- Design Features
- Valor / Custo
Por outro lado, deve também apresentar várias características necessárias, uma vez que deve ser de fácil instalação e deve ter a possibilidade de gravação do que foi feito.
Khalifa et al (2000) referem ainda que o software deve oferecer às crianças uma educação sólida e altamente motivadora.
No que se refere aos critérios para escolher software mencionam a utilização de uma checklist. Baumgartner e Payr (1997) apresentam algumas vantagens e desvantagens das mesmas, às quais também dá o nome de listas de verificação. Como vantagens referem que são económicas, fáceis de organizar e objectivas. Como desvantagens mencionam que a decisão pode não ser a mais objectiva, uma vez que cabe ao avaliador inferir segundo aquilo que se encontra nas checklist.
Estes últimos autores apresentam dois métodos para a ponderação de critérios na avaliação do produto:
Numerical Weight and Sum (NWS)
Forma geral chama-se “multiattribute utility analysis” (Scriven 1991b)
- Existe uma escala para a relevância (peso) de cada critério.
- O avaliado é avaliado para cada critério.
- A avaliação multiplicada pelo peso dá o resultado para cada critério, os resultados são somados para cada avaliado.
- O resultado final é um número único para cada avaliado.
Este método tem alguns problemas intrínsecos, como na assunção de uma escala linear de utilidade para todos os critérios, aquando da explicação e agregação dos valores numéricos, uma vez que é uma suposição claramente errada.
Qualitative Weight and Sum (QWS)
Este método alternativo supera as dificuldades metodológicas da abordagem numérica e consiste em três etapas:
1.º passo: Construir a lista de critérios
2.º passo: Ponderação dos critérios
3.º passo: Ranking
Trata-se de um método complexo e não oferece um claro algoritmo de decisão. Às vezes necessita de ser aplicado várias vezes e as avaliações têm que ser refeitas em função dos resultados anteriores.
Segundo Campos e Campos (2001) na avaliação de um software educacional devem se considerar os seguintes aspectos: características pedagógicas, facilidade de uso, características de interface, adaptabilidade, documentação, portabilidade e retorno do investimento. Além disto, referem ainda que também se devem considerar como critérios o preço acessível, a disponibilidade no mercado, a possibilidade de obtenção de cópias, os convénios e a análise de versões demonstrativas (Batista, Barcelos, Rapkiewicz e Hora 2004).
Referências:
Khalifa, S., Bloor, C., Middelton, W., Jones, C. 2000. Educacional computer software, technical, criteria, and Quality. In: http://proc.isecon.org/2000/402/ISECON.2
BAUMGARTNER, P. & PAYR, S. (1997). Methods and practice of software evaluation: The case of the European Academic Software Award (EASA). In: http://www.medidaprix.org/mdd_2001/easa-e
Batista, S., Barcelos, G., Rapkiewicz, C., Hora, H. (2004). Avaliar é Preciso: o caso de softwares educacionais para Matemática no Ensino Médio. In: http://inf.unisul.br/~ines/workcomp/cd/p