Este artigo apresenta um instrumento para avaliar a qualidade de um software educativo de Matemática, estabelecendo alguns critérios que ajudam o professor na tomada de decisão. Critérios esses, que na minha opinião se podem generalizar não só para a matemática mas para outras disciplinas.
Segundo Saraiva(1998) um software educativo deve ser escolhido criteriosamente para cumprir os objectivos e actividades propostas para a aula. Para que isso aconteça não basta ao professor saber utilizar um computador, mas sim saber as vantagens de utilização destas ferramentas na organização do pensamento e sociabilização do aluno [Pinto 1999].
Um factor importante para a adequada exploração de tais recursos é que a escola tome consciência de que a informática não pode ficar restrita a um “responsável pelo laboratório”, mas faça parte das disciplinas, numa abordagem interdisciplinar, fornecendo condições para sua efectiva utilização por parte dos professores e alunos [Lopes, Pinto and Veloso 1998].
O artigo chama ainda a atenção para a necessidade do software educativo permitir ao aluno explorá-lo e não ser do tipo “exercício e prática”, que pode ser interessante em situações de reforço da aprendizagem, mas que são limitativos da evolução do aluno.
Um Produto de Software é definido pela norma ISO/IEC 9126-1 [ISO9126-1 1997] como "uma entidade de software disponível para ser usada pelo utilizador" e, Qualidade de Software é definida como "a totalidade das características de um produto de software que lhe confere a capacidade de satisfazer necessidades explícitas e implícitas".
As características de funcionalidade, usabilidade, confiabilidade, eficiência, manutenibilidade e portabilidade foram estabelecidas pela Norma ISO/IEC 9126, publicada em 1991, sendo este o conjunto de atributos que permite avaliar e descrever a qualidade de um produto de software genérico [Tsukumo 1997].
Segundo Gladcheff (2001) são abordadas cinco modalidades distintas de software educativo (tutorial, simulação, sistema hipermédia, exercício e prática, jogo pedagógico). O artigo aqui exposto dedica-se apenas ao estudo da última modalidade.
Assim sendo apresentam-se resumidamente os aspectos a serem verificados em software educativo de Matemática:
-Aspectos Técnicos
Documentação/Manual do utilizador (Impresso ou on-line)
Software
-Aspectos Pedagógicos Gerais
O professor/educador deverá observar:
Quanto aos objectivos
Quanto à usabilidade
Quanto aos conceitos
Praticabilidade
-Aspectos a serem verificados no software educativo de Matemática do tipo jogo pedagógico
Objectivo Educativo / Vocabulário / Conceitos Matemáticos
Conteúdo
Usabilidade
Interactividade
Desafio
Aspectos Lúdicos
Aspectos Psicopedagógicos
Feedback
Desempenho do aluno
Exercícios
Apresentação de problemas
Referências:
Gladcheff, Zuffi, Dilma Silva (2001). Um Instrumento para Avaliação da Qualidade de Softwares Educacionais de Matemática para o Ensino Fundamental.
In: http://www.webgincana.com.br/HotSites/CT
No que se refere a métodos para a avaliação de Software Educativo, Silva (2000) apresenta os seguintes, segundo Begoña e Spector (1994): · Avaliação orientada para o produto · Avaliação orientada para o usuário · Avaliação orientada para o contexto · Avaliação analítica · Avaliação por peritos · Avaliação observacional · Avaliação por inspecção · Avaliação experimental
Por sua vez, Batista, Barcelos, Rapkiewicz e Hora referem que para avaliar um produto de um software devemos analisar diversas características como as características na série de normas NBR ISO/IEC 9126 [ABNT 2003]. “As normas ISSO constituem um modelo de qualidade de software genérico, sem levar em consideração as especificidades do sector de aplicação do software a ser avaliado” (Batista, Barcelos, Rapkiewicz e Hora 2004).
Mais à frente apresentam as seguintes metodologias de Avaliação de Softwares educacionais:
Gamez (1998) – Técnica de Inspecção de Conformidade Ergonômica de Software Educacional (TICESE). Baseia-se na orientação do avaliador na realização de inspecção de conformidade ergonômica dos softwares. Recorre a um “formulário de inspecção” que consiste numa checklist.
Gladcheff (2001) – Questionário para avaliar o ensino da Matemática no Ensino Fundamental (considerando aspectos técnicos, aspectos relacionados com a educação em termos gerais e aspectos específicos da Matemática). Sugere também a elaboração de um relatório final da avaliação.
Oliveira (2001) – Checklist. Tratamento quantitativo de dados, tendo em conta aspectos técnicos e pedagógicos.
Batista (2004) – SoftMat, adaptada de Gladcheff (2001) e Gamez (1998). É composta por uma checklist disposta em cinco blocos que consideram as normas técnicas da ISO. Tratamento quantitativo de dados.
Nos seguintes links podemos observar algumas ajudas que encontrei para percebermos um pouco melhor as norma ISO:
· http://www.powerpoint-search-engine.com/n
· http://php.cin.ufpe.br/~laps/laps/arquiv
Referências:
Silva, C. M. T. (2002). Avaliação de Software Educacional. In: http://www.revistaconecta.com/conectados/c
Batista, S., Barcelos, G., Rapkiewicz, C., Hora, H. (2004). Avaliar é Preciso: o caso de softwares educacionais para Matemática no Ensino Médio. In: http://inf.unisul.br/~ines/workcomp/cd/p